domingo, 11 de setembro de 2011

QUANDO AS PALAVRAS FALTAM...





Me deu uma enorme vontade de escrever sobre este tema. Não posso dizer que foi do “nada” que essa vontade me veio a cabeça, posso dizer com toda a certeza do mundo que este é o meu momento atual e deve ter sido um “momento” também de muitos que por aqui devem passar.
Pois bem, o que resta nos saber não é quando essas tais palavras nos faltam e sim, por que essas palavras nos faltam.
No meu momento elas me faltam porque não há o que eu diga que faça alguém entender o que quero dizer ou mesmo senti-las. Afinal, as palavras são minhas e são vagas no meu vasto desentendimento.
Sim, desentendimento, porque por mais que eu fale não consigo alcançar o meu objetivo ao dizê-las.
A comunicação nem sempre é clara não quando o “outro” é analfabeto ou desconhece a nossa língua, a comunicação é falha quando o outro não tem a percepção do que queremos dizer, pura e simplesmente por não estar interessado em entender ou mesmo sem sentir... Sim, palavras devem ser SENTIDAS muitas vezes, não só ouvidas.
É o que chamamos tecnicamente de “ruído na comunicação”... Quando o outro por algum problema não consegue receber a nossa comunicação clara e de forma eficaz.
No meu caso, entretanto, esse “ruído” é o histórico de traumas e medos que o outro carrega, ou talvez, a pura falta de percepção ou interesse em OUVIR e se deixar CATIVAR.
Quando me sentei a frente de uma terapeuta em uma entrevista (de será que poderei pagar?) escutei a seguinte resposta quando perguntei se era maluca por ainda acreditar: _ Não. Você não é maluca, não está ficando maluca... Você só está sofrendo e ninguém percebe.
Talvez a minha falta de palavras seja exatamente por isso... Não adianta falar, questionar, tentar entender...ninguém se importa, ninguém percebe porque está dentro de mim! O sofrimento é meu, e ninguém consegue alcançá-lo.