quinta-feira, 25 de junho de 2009

AUTÊNTICA, SEM IMITAÇÕES!


Me mexi!!! Foi assim que minha mãe soube da minha existência, me mexendo, mostrando que eu estava ali, viva, presente em seu ventre!

Dali, saí para a vida, gritando, berrando, mostrando a minha cara, mesmo sem acabar totalmente de nascer. Nasci no centro da cidade do Rio de Janeiro, na Cruz Vermelha Brasileira. O médico, Dr. Caramuru (tinha que ser um nome diferente, como tudo em minha vida), falou: “Essa vai ser fogo, personalidade forte!”

Era gorda quando bebê. Nem eu acredito ou me reconheço quando vejo as fotos. Tudo isso graças ao “asfalto” que a Sônia fazia para eu comer. E a Sônia, coitada!!! Eu a enlouquecia e a enlouqueço até hoje (rs). Adorava aquele feijão, pedia para fazer doce de leite, me escondia das chineladas da minha mãe embaixo da saia dela. Ela chorava quando eu brigava com ela e mandava ela embora da minha casa, tadinha... Ela chorava quando eu chorava durante horas a fio, aos berros e a vizinhança inteira batia na porta da minha casa para saber o que estava acontecendo.

Ficava braba quando saia com a Sônia e perguntavam se ela era minha mãe. Como?? Eu branquela!!! Pensava:”Gente Burra!!!”

Ficava braba quando saia com meu pai e perguntavam se era meu avô. Como?? Pensava: “Gente chata!”

Saia com minha mãe e ninguém perguntava nada. Pensava: “Será que sou adotada?”

Brigava de rolar no chão com a minha irmã 6 anos mais velha. Pirralha abusada! Ficava roxa, empolada, cheia de hematomas...A minha imã era ruim, mas só eu podia falar mal dela.

Brincava de amarelinha com meu primo e isso quase o custou seu “pirulito” Pô, ele era menino, mais forte e lutava, só me restava o chutinho lá!! (rs). E isso deu até briga de família. Apanhei duas vezes, dele e da minha mãe. Só não apanhei três porque meu pai não ficou sabendo.

Soltava pipa (tentava), jogava botão (perdia pro meu primo), sinuca (isso eu era melhorzinha), subia em árvore (isso eu fazia bem), brincava de polícia e ladrão com 6 meninos (meu primo e seus 5 amigos). Claro que eu sempre era apanhada, mas jogava o meu charme e eles me protegiam. Sempre fui esperta! Haha ...Brincavava de Boneca com meu primo, escondido do meu tio, claro! Adorava o meu Bebê Atchin, tenho ele até hoje. Ganhei um carrinho de presente de Natal do meu irmão.

Minha mãe era severa, batia na gente com aquele chinelo havaiana. Eu saia correndo e ela zunia o chinelo para me acertar. O respeito era tanto que me fazia pegar o chinelo de volta e entregar na mão dela. Igualzinho as crianças de hoje em dia, né?!

E o meui pai? Putz, mão pesada!! Como doeu os tabefes que levei, mas doeu mais no meu coração...Apanhava porque não chorava, era osso duro de roer, não saia lágrima mesmo.

No colégio eu adorava fazer amizade com os meninos, não com os mais bonitos e disputados, pois esses iam se sentir “demais” e eu não ia dar essa moral para eles. Escolhia os mais engraçados, os mais complicados, os mais capetas e diferentes.

Os meninos adoravam me dar presentes, um me deu uma boneca de corda. Achei horrível, mas minha mãe me fez agradecer. Outro me deu um cordão com um pingente de sino e eu perguntei se tinha cara de vaca pra andar com um sino pendurado no pescoço (sempre tive esse lado meio cômico de capricórnio). Isso me rendeu uma boa bronca e castigo. Um outro, esse do colégio, adorava me dar as coisas que ele pegava”emprestado” das irmãs, até que eu descobri e, é claro, devolvi tudo.

No C.A. ganhei a cabeça de patinho da borracha, que um dos meninos achou no chão. Aquilo era meu talismã, aonde eu ia, me acompanhava. Achei o máximo, afinal era o menino mais bonito da turma. Quase briguei de tapa com a menina que disse que a cabeça do patinho era dela, mas tive que entregar. Ganhei uma borracha inteira, com cabeça e tudo, depois!

Sempre odiei baratas e todo o tipo de inseto. Minha mãe, com sua psicologia de choque, me deu uma régua com desenho de vários insetos e aí de mim se não usasse a régua. Segurava a régua pelas laterais só para não colocar a mão naqueles trecos nojentos.

Na 1ª série, as segundas-feiras era um martírio para mim, chorava horrores agarrada nas pernas da Tia Valéria (professora) porque não queria ir para a aula de artes com a megera da Dona Espedita. Sim, ela era uma megera! Estérica, gritava horrores e tinha uma cara horrível. Aula de artes tinha que ser legal, afinal!!! Mas não era, era um castigo...

Um dia minha mãe foi chamada no colégio (estudava em colégio Marista) porque eu estava na coordenação falando que não gostava da professora de artes porque ela gritava (sempre odiei gritos...rs) e que não queria freqüentar as aulas dela. A coordenadora, Dona Edna, não acreditou no que ouviu e chamou a minha mãe. Segundo ela, eu seria uma mulher de personalidade! Na verdade, eu acredito que era uma pirralha magricela e folgada mesmo...rs

Me perdia naqueles corredores enormes e tinha algumas partes do colégio que eu tinha medo, a sala da caveira, por exemplo. Meu sonho era tocar o sino, mas tinha medo da Dona Periquita. Tinha também o Irmão Marista que tinha fama de tarado. Ele adorava pegar a caderneta do bolso das meninas, só das meninas.

Na 2ª série me declarei para o menino mais levado da turma, feinho, mas engraçado! Mandei uma cartinha de amor, que ele guardava no cofre de casa, segundo a mãe dele. Fiquei conhecida no colégio como A Menina da Carta de Amor. Que mico!!!

Fui do Coral Marista, mais um mico! Só dublava o tempo todo. Minha voz era horrível! O maestro desistiu de mim e eu dele, pois eu achava o cúmulo ele me fazer dublar nas apresentações. Na seleção do Coral eu tive que cantar uma música e escolhi: “Metamorfose Ambulante” do Raul Seixas. Pasmem!!

Na 3ª série tinha pânico da mulher loura, não ia ao banheiro daquele colégio gigante, nem a pau!!! Passava a manhã toda apertada e só fazia xixi em casa. Se tivesse piriri, ferrou!

Na 4ª série ganhei uma amiga! Minha coleguinha tinha leucemia e eu odiava que as pessoas falassem que ela ia morrer. Eu a defendia, como um cão feroz. Ai de quem a magoasse. Meu lado protetora se manifestando....

Na 5ª, 6ª e 7ª série, não lembro de nada... Ah!!! Me lembro que adorava as Olimpíadas Marista e só!!! Nessa mesma época ganhei uma melhor e grande amiga, não no colégio, que eu sinto muitas saudades. A Cléo era doida, melhor é doida!!!

Na 8ª série mudei de colégio, quer dizer, mudei de prédio. Saí do São José da Conde Bonfim para o São José da Barão de Mesquita. Ahhh!!! Como eu amei esse prédio novo. Ali eu percebi que não gostava de meninos mais velhos, pois enquanto minhas amigas olhavam para os meninos do 3ª ano, eu não olhava pra ninguém porque a 7ª série havia ficado no outro prédio. Meu lado papa-anjo se manifestando...

No 1ª ano, fiz muitas amizades. Entre elas o Walter, feio, sem jeito, mas um amooor. Ele adorava desenhar. E ele me desenhava toda, mão, perna, nuca, tudo era tatuado com canetinha colorida e depois verniz para não sair. Meus cadernos eram decorados com desenhos dele. Cada desenho lindo! Ele fez sucesso. Todos queriam seus desenhos no corpo, mas eu fui a cobaia...Claro que hoje ele é tatuador e dos bons! Encontrei com ele na rua, há pouco tempo, e vi que ele se transformou em um álbum de figurinhas ambulante. Ainda bem que perdi o contato com ele, pois senão eu poderia ser hoje um outro álbum.

No 2ª ano me apaixonei pelo Surfista do Fusquinha Caganeira. Adivinha o apelido dele: Fuscão!! Haha...
Ele era um gatinho, todas as meninas morriam de inveja de mim, pois eu fui "a escolhida". Claro que o Walter fez um pôster para mim de um lindo Fusca Caganeira com uma prancha de surf em cima, igual ao do carinha. E eu tenho esse pôster até hoje. Meu lado “Gostar de Surfista” se manifestando...
Frequentava a "Bobolandia" do Tijuca Tenis Clube aos Domingos, ia à praia de 233 e ficava no 3.100 da Barra da Tijuca, frequentava a Pracinha do Alto da Boa Vista, malhava perna horrores (tenho que voltar a fazer isso!), disputava com minhas amigas quem ficava mais bronzeada de praia, ia à Missa todo Domingo e adorava as Festas Juninas de rua da Tijuca. Meu lado gostar de fazer amigos, se manifestando...

No 3ª ano minha vida deu uma reviravolta, mas vamos deixar coisas tristes de lado... Meu lado CAI NA REALIDADE se manifestando,.... mesmo que cedo.

Ah!!! Vale registrar que sempre fui boa aluna e que o presente que pedi de 15 anos ao meu padrinho foi o uniforme oficial do Fla. Meu lado inteligente, se manifestando...
E assim, se formou parte de minha personalidade!

quarta-feira, 17 de junho de 2009

ALL STAR

“(...)Estranho seria se eu não me apaixonasse por você... Estranho é gostar tanto do seu all star azul...Estranho, mas eu me sinto como uma velha amiga sua.. Não vejo a hora de te encontrarE continuar aquela conversa...Que não terminamos ontem.”
(All Star - Cássia Eller)


Este trecho da música talvez seja o nosso grande erro, acharmos que somos velhos conhecidos de um desconhecido e, assim, nos jogarmos de peito aberto, abrindo a guarda para alguém que talvez não entenda o nosso jeito de ser e de sentir.

As pessoas estão tão acostumadas com falsidades, enganos, etc. que não notam ou preferem não notar as pessoas que realmente se mostram. Reclamam de relações superficiais, mas quando encontram alguém disposto a ser real, dizem se assustar.

Afinal, o que realmente se quer?? Será que querem mesmo um All Star Azul, aquele comum, rasgado, furado, manchado???

Acho que não, as pessoas querem o sapato engraxado, brilhante e falso. Que reflete o brilho de pessoas que se lustram e não de pessoas que se mostram como são. Sapatos sempre impecáveis, que não mostram o desgaste do dia-a-dia, do crescimento, do aprendizado...

Esse post não tem um fim porque não terminamos aquela conversa...

terça-feira, 16 de junho de 2009

O QUE QUEREMOS?



Semana passada foi uma semana atordoada para mim, pensei em fazer mil coisas, me arrependi de outras mil que tinha feito, planejei outras e, no finzinho da semana, acabei fazendo “caquinha”.

E a vida é mais ou menos assim!!! Pensamos, pensamos, refletimos, planejamos e, de repente, nos vemos fazendo tudo diferente do que imaginávamos ou queríamos. Parece que “os céus” estão contra nós, não é verdade?

Ninguém é diferente, todos temos medos, inseguranças, planos, alegrias, tristezas. Nos escondemos atrás de uma “capa” de durão/durona, de marrento/marrenta, de tímido/tímida ou de qualquer outra máscara que nos sirva para o momento ou para a nossa vida, apenas para esconder o que realmente somos e o que realmente queremos.

Lembro bem, que há uns dois meses atrás, eu escutei a seguinte afirmação de uma colega de trabalho sobre a minha pessoa, no meio de um papo sobre relacionamentos, em alto e bom tom: “ A minha irmã é assim, que nem a Marcia, não tá nem aí pra nada.”

Naquele momento, eu ali trabalhando concentradamente, me desconcentrei totalmente, virei pra trás rindo e falei: “Cara, olha a imagem que eu passo para as pessoas!”

E, é realmente assim, às vezes passamos uma imagem de que não estamos nem aí, mas não é bem assim. Eu estou mais aí para as coisas do que muita gente que se mostra hiper séria, eu me importo muito com tudo, mais até do que deveria.

E isso me fez pensar (naquele dia e no dia de hoje, em específico). Talvez eu esteja fazendo tudo errado porque não é isso que eu quero, ou então eu esteja fazendo tudo certo porque inconscientemente é isso sim que eu quero para a minha vida e nem mesma eu sei.

Sabe-se lá como realmente somos,...Nem nós mesmos nos conhecemos ao certo, até nós mesmos nos surpreendemos várias vezes, sabe-se lá mesmo...

A única coisa que eu sei mesmo é que eu quero ser FELIZ!

segunda-feira, 8 de junho de 2009

VÁ TOMAR...... ÁGUA DE COCO


Não consigo entender por que precisamos dizer palavrão, xingamentos, para expressar algo que dizemos ignorar, não se importar.

Acredito também (não sou a senhora da razão, veja que escrevi ACREDITO, opinião minha) que com o que não nos importamos não levamos adiante, não comentamos, não xingamos, não fazemos NADA.

Acho engraçado alguém levantar a bandeira de politicamente correto, falando que não julga, que aceita opiniões contrárias, quando precisa emitir xingamentos para expressar essa opinião e , pior, quando não tem peito para assumir isso e diz ser apenas uma piada.

Eu tenho sentimentos, eu sinto raiva SIM, da mesma forma que sinto AMOR. Só que eu trabalho isso dentro de mim.

Sabe aquela estória que escutávamos de nossos pais que de um lado tinha um diabinho nos tentando e do outro um anjinho? Então, eu realmente acredito que a força do amor e do ódio estejam lado a lado e que a gente deva mesmo lutar para que a do AMOR sobreponha a do ódio. E é isso que eu venho fazendo, ou tentando...

Quando eu sinto que estou perdendo o controle e deixando o meu lado “chifrinho” comandar minha vida, eu paro e rezo (da minha maneira) pedindo luz e orientação.

Pessoassss, sou humana... sinto esses sentimentos SIM, não tenho vergonha de dizer ME IMPORTO, ME SENTI TRISTE, FIQUEI MAL, CHOREI... porque eu choro, eu me arrependo da mesma maneira que eu SORRIO e me sinto realizada.

Termino esse post com as sábias palavras de São Francisco de Assis:

“Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz. Onde houver ódio, que eu leve o amor; Onde houver ofensa, que eu leve o perdão; Onde houver discórdia, que eu leve a união; Onde houver dúvida, que eu leve a fé; Onde houver erro, que eu leve a verdade; Onde houver desespero, que eu leve a esperança; Onde houver tristeza, que eu leve a alegria; Onde houver trevas, que eu leve a luz. Ó Mestre, Fazei que eu procure mais Consolar, que ser consolado; compreender, que ser compreendido; amar, que ser amado. Pois, é dando que se recebe, é perdoando que se é perdoado, e é morrendo que se vive para a vida eterna.”


Por que eu escrevi isso??? Porque eu admito me importar e sentir.

VOCÊ SE RELACIONA?


“As pessoas tendem a acreditar que um relacionamento só inicia realmente após o beijo, e que um relacionamento dito “sério”, só inicia realmente após o sexo. Se beijo e sexo não existem, isso deixa de fazer sentido.Um relacionamento pode iniciar após um pulo dela nos seus braços com um abraço apertado (e suado), ou após um sorriso depois de um dia na praia com ela.Um relacionamento sério pode iniciar após um olhar demorado ao final de um filme, ou após uma sessão de forró/salsa/samba de gafieira/bolero com os corpos colados (e suados).Por que se prender a meter algo em duas ou três partes do corpo dela para definir um relacionamento, se, no final, é com ela por inteiro que a gente se diverte e tudo mais se desenvolve?" (Rodrigo - http://nao2nao1.com.br/)


Vi esse comentário de um leitor em um post de um outro blog que uma amiga minha jornalista de Sampa me indicou pra ler... (As vezes chego a pensar como algumas pessoas mesmo distantes tem sintonia com a outra. Toda vez que algo, digamos que, “diferente” acontece em minha vida, vem essa amiga, do nada, aparecer com algo que se encaixa com o que estou passando ou sentindo... mas voltando ao que interessa).

Concordo plenamente com o que o Rodrigo escreveu. RELACIONAMENTOS começam e terminam de diversas maneiras, mesmo sem sexo e sem beijo.

Quando nos decepcionamos com alguém o relacionamento termina antes mesmo de começar, porque o que esperávamos ou entendíamos passa a ser um nada. Relacionamentos não precisam de modelos certos, fórmulas mágicas, palavras vazias... relacionamentos precisam apenas de SENTIMENTO, de empatia... e, as vezes até antipatia.

Toda e qualquer forma de manifestar sentimento é um relacionamento.

Sempre imaginei um relacionamento pra mim que indicasse desejos, tesão, amor, companheirismo, amizade... e quando vejo, acabo me “relacionando” com palavras, com “achismos” e não com pessoas e atos concretos. Viajo no desejo de sentir, de me encantar.

E qual será o porquê disso, dessa viagem em relacionamentos ilusórios? Eu me pergunto e respondo: Porque antes mesmo de começar algo do tipo beijo e sexo, o relacionamento já existe... Porque toda e qualquer vontade que se manifeste de desejo mesmo que acabe, já se relacionou...pura e simplesmente porque PESSOAS são mais do que escritas ou brincadeiras de letras espalhadas em um papel ou post...pessoas são gente e, as vezes, acreditam!!!

Um brinde aos relacionamentos VERDADEIROS não de palavras para a conquista, mas de SENTIMENTOS de desejos reais.

E que Deus nos permita esse brinde, mas se isso não acontecer, que a gente ao menos SE DIVIRTA!!!

domingo, 7 de junho de 2009

AÇOUGUEIRO


Recebi hoje um e-mail de uma amiga que eu chorei de rir. A cada palavra lida eu mal conseguia me aguentar. É impressionante como, às vezes, desejamos tanto sair com uma pessoa e, quando essa pessoa se manifesta, tudo parece acontecer de errado para acabar com esse encontro. Esse e-mail me fez lembrar uma situação que aconteceu comigo, há uns anos atrás, e que vou contar para vocês agora para alegrar e mudar o rumo do papo do outro post.

Isso tem lá bem uns quase 10 anos ou mais. Saíamos várias amigas juntas, os lugares quase sempre os mesmos e as pessoas também. Entre os lugares que íamos, freqüentávamos o famoso FUN CLUB, nos happy hour de quintas-feiras.

Pois bem, existia lá um certo carinha que eu não podia ver, gamei nele, achava ele lindo!!! Ele era moreno (tinha que ser, claro!!) alto, forte, bem musculoso, meio tímido (só pra falar, porque para beijar ele beijava todas...rs) e que sempre me olhava e eu para ele, claro.

As opiniões sobre o tal “moço” se divergiam. Umas o achavam um gato, as outras nem tanto. Mas o pior foi o tal apelido que a Mônica colocou nele, depois de vários chopps no meio da noite. Coitado, dava dó!!! Ela olhou para mim e falou: “Márcia, fala sério, ele tem cara de açougueiro!!! O que você viu nessa criatura??”

Gente, bastou!!! Bastou isso para o pobre rapaz ganhar o apelido de açougueiro (rs). Ninguém mais se referia ao cara pelo nome dele, só por “açougueiro. ”. Eu, particularmente, achava ele um gato, mas gosto realmente não se discute.

Um belo dia, eu conheci o tal “açougueiro”. E, a partir daí era açougueiro pra cá, açougueiro pra lá, era expectativa de toda quinta fazer aquele mesmo programa, só pra encontrar com o carinha. Se encontrasse o cara lá e não ficasse com ele eu morria, mas graças a meu bom Deus isso não acontecia...

Isso aconteceu por meses, até que enchemos do local e paramos de ir pra lá. Perdi totalmente o contato com ele.

Depois de quase um ano fui com uma amiga em um bar em Vila Isabel (bairro do RJ) e eis que de repente, nesse mesmo bar quem surge???? O AÇOUGUEIRO!!!

Pessoas, não acreeeditei!!!! Fiquei mais branca do que já sou, gelada e trêmula, quando ouvi uma voz chamando meu nome e vi que era ELE. Ele falou: “Menina, você sumiu!!! Fiz tudo para te encontrar de novo, fui várias vezes lá no Fun Club, mas você nunca mais foi. “

Papo furado, claro!!! Se ele quisesse me encontrar, teria me ligado!!! Homens, como entendê-los?!!

Trocamos telefone e no dia seguinte ele me ligou cedo, nem acreditei. Me chamou para sair no próximo findi, dizendo que já tava deixando marcado. Achei até estranho, afinal “esmola demais o santo desconfia”, mas tudo bem...

E chega o fim de semana!!! Me arrumei o dia todo para esse encontro. Ele chega, desço toda poderosa, tremendo mais que vara verde...

Quando fui abrir a porta do carro do “açougueiro”, a porta bate no meu rosto. Dooooeu muuuuuito, vi tudo ficar escuro, pensei que fosse apagar ali mesmo, mas tentei manter a pose. Abaixei a cabeça sem graça e entrei e sentei no banco do carro, sem nem dar um “oi” para ele. Dei uma de mal educada ainda...putz!!! Só que é claro que a minha pose logo caiu quando ele olhou para mim (eu ainda de cabeça baixa) e perguntou: “ O que foi? Por que você está com a mão no rosto?”

Nesse meio tempo, começa a escorrer sangue pelo meu braço. Gente!!!! Sangue mesmo, muuuuito sangue..., quis sair correndo do carro porque ia sujar tudo, melhor, já tinha sujado tudo. Quando ele tira a mão do meu rosto e diz: “Márcia, você abriu o rosto, ta sangrando muito, tá feio isso!!!”

Eu queria morrer!!! Se tivesse um buraco ali eu me enfiava. A vontade de olhar para aquele rosto lindo sumiu em segundos, queria mesmo era sair correndo dali e nunca mais encontrar com ele de tão envergonhada que fiquei. Ele me fazendo mil perguntas de como eu tinha conseguido fazer aquilo e eu sabia lá responder!!!

E o meu encontro?? Babou!!! O encontro mesmo foi com o médico e não com ele. Ele me levou pro hospital e eu paguei esse mico, king-kong!!! Meses a fio sonhando em sair com o cara para tudo acabar ali, no hospital.

E não é que o açougueiro acabou vendo sangue mesmo?!!!! Mas tinha que ser o meu??? Acho que foi castigo!

N Ã O


Hoje me disseram que eu não sei ouvir um NÃO. Na hora me deu raiva, mas depois parei para refletir.

Sou humana e comigo carrego todos os sentimentos dos mortais: desejos, raivas, amor, frustrações, desafetos, empatias, antipatias, etc. E é claro que senti algumas dessas meio misturadas na hora, mas depois o tempo foi passando e parei pra refletir.

E eu venho aqui perguntar: Não seria hipocrisia dizer que gostamos de ouvir um NÃO?? !!!

Pessoas, ninguém gosta do não! Quem fala o contrário mente e mente pra si mesmo. Ouvir não é triste mesmo. E eu sou mulher pra dizer aqui que não gosto mesmo, não faço tipo!!! Digo o que sinto, mesmo que isso me traga alguns desafetos do sexo oposto

O que alguns não entendem é que não gostar é diferente de aceitar. Aceitar leva um tempo pra digerir, mas quando a digestão é bem feita o que resta é um belo cocô, desculpem o termo (rs), mas é a grande verdade. E deste, não rola mais nada, somente ir para o fundo do esgoto.

Como uma boa capricorniana, sou muito prática, ansiosa e gosto de resolver logo tudo. Não gosto de disse-me-disse, lenga-lenga, sou preto no branco, gosto de pessoas decididas que sabem o que querem e o que não querem. Esse papo de tempo prá mim só serve pro relógio.

Claro que sei que cada um tem o seu tempo, mas a diferença/problema está aí, o tempo do outro é diferente do meu. O meu tempo é exato, concreto, certo... e quando esse “tempo” passa a pessoa chega atrasada no meu tempo e, daí, dificilmente rola mais alguma coisa.

Então eu deixo aqui, nesse primeiro post, não uma afirmação e sim uma pergunta: Será que vale a pena gastarmos nosso tempo aguardando o tempo do outro?

É isso, pessoas!!! Acredito que não é saber ouvir um “não”, é apenas entender esse “não” e desistir.

O problema costuma ser geralmente esse, o outro não entende que SOU DE DEFINIÇÕES, mesmo que essa definição seja difícil, mas que seja AGORA.